Se você já teve o prazer de ouvir uma banda de pífanos, vai identificar logo de cara o seu som agudo, similar a um flautim, mas com som mais intenso e estridente. O pífano ou pife é uma pequena flauta transversal, com sete orifícios circulares, sendo um destinado ao sopro e os restantes aos dedos. Instrumento tradicional no nordeste do Brasil seus tocadores, na maioria, são pessoas humildes que transmitem a cultura do pífano pela tradição oral – tanto a confecção quanto o repertório, que em geral dispensa o uso de partitura, sendo tocado de ouvido.
Acredita-se que sua origem seja na Europa medieval e que sua provável chegada ao Brasil, mais precisamente ao nordeste do país, tenha sido através de Maurício de Nassau, governador do "Brasil Holandês" nos cinco anos (1637-1644) em que Pernambuco esteve sob sua responsabilidade. Isso não é difícil de acreditar se levarmos em conta que o pífano, de fato, era instrumento amplamente utilizado na Suíça, onde Nassau estudou alguns anos, havendo dezenas de grupos e associações que o cultivam há muitos anos. A Associação Suíça de Tambores e Pífanos, de Basiléia, por exemplo, possui mais de 100 anos de existência.
O pífano foi muito usado como instrumento em bandas militares em vários países, incluindo nos Estados Unidos. Mesmo com presença em outros países, em tempos tão remotos, existem também aqueles que acreditam que o pife tenha origem em algum flautim utilizado pelos índios, aqui mesmo em nosso país. Seja como for, o pífano enraizou-se na cultura nordestina e hoje é utilizado para expressar os sentimentos deste povo alegre e musical.





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